Ao completar uma década na cidade, o Startup Weekend Chapecó celebra uma trajetória marcada por diferentes verticais, conexões e projetos que seguiram além do evento. Em 2026, a edição Smart Cities direciona o olhar para o futuro de Chapecó.
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Santa Catarina ocupa uma posição de destaque no cenário brasileiro de tecnologia e inovação. Em Chapecó, esse movimento também ganhou força com a aproximação entre empresas, universidades, profissionais, poder público e novos empreendedores. Foi nesse ambiente que o Startup Weekend construiu, ao longo dos últimos 10 anos, uma história própria na cidade.
O formato é intenso. Durante 54 horas, pessoas de diferentes áreas se reúnem para transformar uma ideia em algo que possa ser testado. As equipes precisam entender o problema que querem resolver, conversar com possíveis usuários, avaliar se existe mercado, estruturar uma proposta e apresentar o projeto ao final dessa maratona de imersão. Todo esse processo acontece com a participação de mentores, lideranças e profissionais que compartilham vivências e ajudam os grupos a avançar.
Para quem chega sem experiência em empreendedorismo, o evento funciona como uma porta de entrada. Não é necessário ter uma empresa pronta ou dominar termos de negócios. O ponto de partida pode ser uma ideia, um problema percebido no dia a dia ou simplesmente a vontade de participar. A metodologia coloca os participantes em movimento e mostra, na prática, o que acontece entre imaginar uma solução e descobrir se ela realmente faz sentido para alguém.
O evento internacional sem fins lucrativos foi criado em 2007 pela plataforma global de investimento Techstars, uma das maiores aceleradoras do mundo. Em Chapecó, cada edição também acompanhou temas ligados à realidade econômica e às transformações do mercado. Ao longo dessa década, o Startup Weekend passou por verticais como agronegócio, tecnologia, inteligência artificial, construção civil e cibersegurança. Mais do que trocar o tema do evento, essas escolhas abriram espaço para discutir problemas específicos de setores importantes para a região e aproximaram participantes de profissionais e empresas que vivem esses desafios diariamente.
Algumas ideias ficaram como parte da experiência de quem participou. Outras seguiram adiante. A Meu Bom Velhinho é um dos exemplos. O projeto conquistou o primeiro lugar no Startup Weekend Chapecó no final de 2022 e, nos meses seguintes, começou sua operação na cidade. Hoje atua no setor de cuidado e saúde domiciliar. “A continuidade de iniciativas como Meu Bom Velhinho e Inova IA ajuda a demonstrar o potencial do Startup Weekend como espaço de formação de empreendedores, desenvolvimento de ideias e criação de novos negócios. A Prefeitura de Chapecó reconhece a importância do evento para o fortalecimento do empreendedorismo e da inovação no município, destacando sua contribuição para o surgimento de novas startups e para a formação de empreendedores”, afirma o líder da 16ª edição do Startup Weekend Chapecó, Renato Habas.
Em 10 anos, o movimento deixou de ser apenas um encontro concentrado em três dias e passou a reunir uma rede de pessoas que volta a se encontrar de diferentes maneiras. “Ex-participantes tornam-se mentores ou organizadores, empresas apoiam novas edições, universidades aproximam seus alunos e profissionais do mercado compartilham conhecimento com quem está começando. A cada edição, a comunidade se renova sem perder o vínculo com quem já fez parte dela”, explica.
Agora, a edição que marca os 10 anos chega com a vertical Smart Cities. A escolha conversa diretamente com o momento de Chapecó, uma cidade em crescimento e que já discute tecnologia, mobilidade, sustentabilidade, segurança, novos serviços, desenvolvimento urbano e qualidade de vida. O objetivo é trazer essas questões para dentro do Startup Weekend e transformá-las em ponto de partida para novos projetos.
A edição é liderada por Renato Habas, com Gabriel Santiago na vice-liderança, Antonio Favetti no Comercial, Bruno Murer no Operacional, Renan Soares no Marketing, Renê Anziliero no Financeiro e Eduarda Beatriz em Integrações. Toda a organização é voluntária, formada por pessoas que dedicam tempo e conhecimento ao projeto por acreditarem na inovação, no desenvolvimento do ecossistema e na continuidade do movimento.
Durante os dias 13 a 15 de novembro de 2026, os participantes serão convidados a observar a cidade com mais atenção. Um problema de mobilidade, uma dificuldade na prestação de um serviço, uma necessidade do comércio, da indústria, da construção civil ou da vida cotidiana pode se tornar a origem de uma solução. O desafio é entender o que precisa melhorar, para quem aquilo importa e como uma ideia pode gerar valor de verdade.
“Chegar aos 10 anos representa reconhecer tudo o que foi construído por participantes, voluntários, mentores, líderes, empresas, universidades e parceiros que passaram pelo Startup Weekend Chapecó. Também é uma oportunidade de olhar para o que vem pela frente. A edição Smart Cities parte de uma pergunta que resume bem esse novo momento: como podemos tornar Chapecó uma cidade ainda mais inteligente?”, provoca Renato. Poderemos ter algumas respostas em novembro, no Pollen Parque Científico e Tecnológico.